Uau! Esse professor deve ser muito bom. Que sensação gostosa e que satisfação de poder ter toda a classe assim, tão "ávida" por conhecimento! E assim, em uma dessas vezes em que passava por perto, decidi, com a permissão do professor (seu nome era Mr. Ndiay), entrar e assistir um pouco da aula.
Logo entendi tudo! Ele dava aula com um pedaço de pau na mão. Ao fazer uma pergunta, quem não quisesse responder seria por não saber logo, apanharia. E quem levantasse o braço para responder e respondesse errado, apanharia também. Solução das crianças para apanhar menos? Todos levantam o braço na esperança de não serem chamados...
Mas aí eu descobri que existem barreiras culturais. Até certo ponto consigo e devo "interferir" em uma outra cultura e aquilo para eles, seja para o Mr Ndiay (e todos os outros professores), para as crianças (sim, elas eram acostumadas. Na verdade, só paravam depois de apanharem) ou para os pais (certa vez os pais me deram um pedaço de pau para acalmar os filhos deles que estavam muito bagunceiros enquanto eu os ensinava em uma escolinha de basquete...). Enfim, para o contexto daquela região, era perfeitamente normal! Mas vai fazer isso aqui no Brasil...

nossa, realmente é muito diferente, as barreiras culturas falam muito mais alto!! eu também morei na aldeia e ver essas coisas é barra....
ResponderExcluirmano vc escreveu isso para a JMM? no livro que estao fazendo do Radical? seria muito bom!! beijao
lidi Radical-Perú