quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Estranhamento de si mesmo...


No meu aniversário de 19 anos, meu primeiro fora de casa, estava deitado no andar de baixo da beliche do seminário, com a cama rangendo e se mexendo toda a cada virada do baiano de 2m que dormia na cama de cima, peguei meu discman (ainda existia isso!) e, ao som de Switch Foot, tive minha primeira experiência de "estranhamento" de mim mesmo.

Tinha sido um dia interessante, com os parabéns e coisas parecidas, algumas ligações (agora bem reduzidas, já que eu não poderia ter celular e nem dava pra ficar esperando me ligarem ao lado de um orelhão..), um presentinho ou outro, cartas, etc. O que acontece é que, no final de tudo, quando deitei, pela primeira vez pensei em que eu era. Não aquela coisa filosófica, de "quem sou eu, quem eu sou", mas algo ingênuo, até, mas muito sincero. 

Nesses 19 anos, quem o Diogo tinha sido? Pra ele mesmo? Pras pessoas ao redor? Que tipo de cristão? De filho? De irmão? De amigo? De namorado? De companheiro? De confidente? De servo? De estudante? De esportista? De companhia? E a lista pode continuar por aí... não sei quantos fazem isso, mas eu aprendi a importância de fazer essa "revisão" da vida ao menos essa vez, bem no aniversário, rever algumas coisas, repensar em outras, relacionamentos, sonhos, planos, realizações...não como aqueles votos de ano novo, com as roupas brancas, como folhas prontas a serem reescritas, pra ver se faremos certo dessa vez. Nada de idias utópicas ou coisa assim. Simplesmente eu olhava pra mim? Sabe quando o Maximus fala no Gladiador: "O que fazemos em vida, ecoa pela eternidade"? 

O que realizei nesse último ano? O que tenho construído? Que relacionamentos tenho cultivado? Que valores tenho buscado? De vez em quando é bom dar uma parada, por menor que seja, antes que a gente ande muito rápido pra enxergar alguns detalhes fundamentais. Colocar uma cadeira do lado de fora, colocar uma musiquinha e se permitir "estranhar-se um pouco". Por que não?

"Quero poder dizer, no final da minha vida, combati o bom combate, completei a corrida, guardei a fé!" II Timóteo 4.7

Um comentário:

  1. Eline Alencar15/09/2011, 13:26

    Valeu por nos relembrar isso. Afinal de contas só nos lembrarmos de parar para refletir no fim do ano quando está a maior correria.

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