Domingo, 13h. No meio de uma grande avenida em Fortaleza, Ceará, um entregador de panfletos (daqueles que ficam no sinal) estava estendido no chão, logo após ter sido atropelado por uma picape que entrou onde não devia, por dizer que no domingo "é mais tranquilo" e dava pra fazer aquilo...isso, com um sol de rachar e panfletos voando...E eu estava indo almoçar em um restaurante próximo quando vi a cena. QUE RAIVA! É um sentimento que me toma, me dá vontade de ir até o motorista petulante do carro e passar com o carro dele por cima! Por que ele acha que pode fazer o que quer? Por que muitos de nós o achamos? Não é assim muitas vezes no trânsito? E com as nossas finanças? E nos relacionamentos? Quem nos disse que somos especiais? Melhores do que os outros? É por pagarmos um IPVA mais caro, é?
Quando me veio aquela raiva e eu imaginei várias cenas grotescas na minha cabeça, consegui me controlar e tirar alguma lição daquilo. Existem formas e formas de se manifestar. De querer "fazer a diferença". Posso sair esmurrando tudo e todos ou posso encontrar uma alternativa mais saudável e mais duradoura de protesto. Já vimos os que passam fome em protesto; vão às ruas; xingam; panfletam. largam o carro e vão de bicicleta; pregam cartazes, etc. A questão aqui é: de que forma você tem procurado lidar com as coisas que te angustiam? Tomemos o vídeo que postei no começo. Quando paramos pra pensar, não faz sentido? Agora, vamos agir. Não só compartilhar, mas no mínimo constranger a pessoa que você vê que parou na vaga de deficientes ou idosos...
Vemos no Facebook todas as manifestações sobre os professores, ou os políticos, ou correntes de email sobre crianças que precisam de dinheiro pra alguma cirurgia impossível e nós vamos compartilhando, encaminhando, e só. Vamos nos levantar, fazer a diferença, aproveitar nosso potencial, nossos contatos, pegar o que nos traz angustia e transformar em um catalizador. Levantar a bandeira de algo que você, de fato, vista a camisa."Bem aventurados os que tem fome e sede de justiça..." (Mateus 5.6) e não ficam só olhando as coisas acontecerem. Tenho certeza que tem uma boa obra bem ai do seu lado, com seu nome escrito, pronta pra ser realizada por você. E como dizia Amaury Fontenele: "Mas fazê o quê? Tem tanta coisa errada, mas fazê o quê?! Descruzar os braços só pra começar..."
O individualismo não permite que enxerguemos que existem outros e isso gera uma profunda falta respeito com o próximo. Compaixão e respeito são duas qualidades quase que extintas no mundo de hoje!!!
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